Ler Mika Andrade, na memória do corpo, é um convite às eróticas vividas e a se aventurar pelas ainda não vividas. Ali se encontram, na memória do corpo. Como se ao lê-las, o leitor se deparasse com a poeta em seus atos de amor, tesão e uma escrita que fala sobre esse desejo de escrever. Não é à toa que a poeta insiste: “de novoo poema preso– intacto –na garganta”. Nos entre mundos de meias-riscas e repetições. O poema, ali, situado no ápice de sua externalização para o mundo, como quem ensaia. Seu nascimento. E vocalização, posto que, quem nasce, gera som no mundo. Voz. Pois chora, e se chora é porque demanda algo. Começando a demandar quem os ouça e os beba, aplacando uma sede e gerando outras. Pois se o poema gera sede ao gerar a si mesmo, a leitura também o faz. E esses poemas têm sede de serem ouvidos e lidos em seus ‘v’ e ‘m.’. Deixando uma sugestão àquele convite, pois a poeta busca em suas geografias a fuga das catalogações – “do desejo”, “do corpo”, “da existência”. E ntão, quem tiver de vir, que venha. Mas ciente de seu pleno direito ao gozo e à escrita. E não se prenda nas geografias das palavras e, sim, dê as mãos a elas. Lambendo, assim, “a palavraaté que se faça líquidafeito gozo”. Rafaela Miranda
| Código: |
9786556811413 |
| EAN: |
9786556811413 |
| Peso (kg): |
0,000 |
| Altura (cm): |
21,00 |
| Largura (cm): |
14,00 |
| Espessura (cm): |
0,50 |
| Especificação |
| Autor |
Andrade, Mika |
| Editora |
MOINHOS |
| Ano Edição |
2023 |
| Número Edição |
1 |