Tanto se celebrou e se celebra a Semana de Arte Moderna de 1922, a ponto de poucos notarem a estranheza que há em muito falarmos de um ano e de uma semana, sem todavia termos muitas obras para comemorar. Alheios ao real processo de renovação estética que já se operava em nossa literatura e nossas artes, os modernistas de 22 preferiram aderir a um receituário estético ao qual não correspondia uma base histórica e social que lhe fosse condizente no Brasil. O resultado: mais manifesto que literatur a e um maior agravamento de certos males culturais nossos, como foi observado pelo próprio Mário de Andrade.Este livro busca analisar o lugar efetivo da Semana e de seus autores na história do pensamento brasileiro, repassando a produção poética dos protagonistas de 22 junto com a de outros representantes de certa modernidade brasileira não prestigiada, para observar uma curiosíssima (e ignorada) linha de continuidade entre modernos e parnasianos, e por fim traçar o retrato dos efeitos da Semana e sua herança de cacoetes. Para que o nosso modernismo seja visto pelo que realmente tem de valoroso e para que possa ter um futuro autêntico e rico de possibilidades, é urgente a revisão do nosso passado moderno, para saber o que de fato restou de 22.
| Código: |
9786588732373 |
| EAN: |
9786588732373 |
| Peso (kg): |
0,000 |
| Altura (cm): |
23,00 |
| Largura (cm): |
16,00 |
| Espessura (cm): |
1,00 |
| Especificação |
| Autor |
Jessé De A.; Robson, Ronald |
| Editora |
SETIMO SELO |
| Ano Edição |
2022 |
| Número Edição |
1 |