Duas décadas depois da chegada às livrarias brasileiras de A vida modo de usar, os leitores terão a oportunidade de conhecer a gênese da peculiar trajetória literária de Perec. As coisas, de 1965, pode ser lido no quadro da emergência do contexto de intertextualidade. Assinado por um jovem quase desconhecido, o livrinho saído pela editora Julliard corporificava um programa de trabalho definido, uma tomada de posição diante dos dois principais modelos então vigentes nas letras francesas: a litera tura engajada (ou sartriana) e o nouveau roman. Tendo escolhido como protagonista um casal de vinte e poucos anos, na condição de exemplar típico de um determinado meio social, Perec declarou que sua ambição foi expor “tudo o que pode ser dito a prop ósito da fascinação que exercem sobre nós os objetos”. Jérôme e Sylvie são “psicossociólogos”, emprego que na verdade não constitui uma profissão, mas que emerge com promessas de ascensão rápida na esteira do nascimento das agências de publicidade. A plicando questionários de estudos motivacionais, atividade que lhes deixa tempo para débeis veleidades intelectuais e para a vida boêmia, no fundo os dois jovens apenas hesitam diante do inevitável: um cargo dentro de uma grande agência, passaporte p ara um apartamento mais amplo e para as mercadorias ostentadas nas vitrines e nas revistas.
| Código: |
9788535920215 |
| EAN: |
9788535920215 |
| Peso (kg): |
0,000 |
| Altura (cm): |
21,00 |
| Largura (cm): |
14,00 |
| Espessura (cm): |
1,00 |
| Especificação |
| Autor |
Georges, Perec |
| Editora |
COMPANHIA DAS LETRAS |
| Ano Edição |
2012 |
| Número Edição |
1 |