A característica memorialista de José Lins do Rego é expressada de diversas formas nas suas obras. Seja por meio dos fragmentos da sua vida que são impressas na jornada de Carlinhos, protagonista de três livros do Ciclo da cana-de-açúcar, ou até mesm o na forma que ele aborda o movimento do canganço em Pedra Bonita e Cangaceiros, ambos lançados pela Global Editora em 2022, ele explora seus sentimentos (de forma direta ou indireta) sempre com o dom que bons romacistas tem de reproduzirem suas próp rias memórias em livros. Em Meus verdes anos isso fica evidente.
Em Meus verdes anos, o autor continua com o contexto social e politico ainda muito presente, mas usa dos mesmos para contar um pouco das suas experiências na infância: a forma como ch egou no engenho do avô, como observava a relação do senhor do engenho com seus empregados, a forma como se sentia solitário na vida, abandonado por todos ao seu redor. Ao mesmo tempo, contextualiza o espaço ao seu redor mostrando situações como a dis paridade de poder, a fome, febres e outros problemas do engenho, tudo isso sem perder a qualidade ingenua e doce do olhar de uma criança.
Zé Lins fecha o livro dizendo: “Lá se for a ele com os cantos que enchiam de alegria as minhas madrugadas de a smático. Lá se perdia ele para sempre, assim como estes meus verdes anos que em vão procure reter”. Com um saudosismo claramente expresso nas suas palavras, ele fecha uma narrativa que é sobre infância, amadurecimento e uma época que não volta mais.
| Código: |
9786556123431 |
| EAN: |
9786556123431 |
| Peso (kg): |
0,000 |
| Altura (cm): |
21,00 |
| Largura (cm): |
14,00 |
| Espessura (cm): |
0,10 |
| Especificação |
| Autor |
Do, Rego |
| Editora |
GLOBAL |
| Ano Edição |
2022 |
| Número Edição |
10 |