Um dos romances mais influentes do fim do século XIX, Bruges-a-Morta, de Georges Rodenbach, realiza um feito peculiar na história da literatura: transforma uma cidade em protagonista. Canais silenciosos, igrejas, torres e ruas desertas tornam-s e uma extensão do luto de Hugues Viane, viúvo inconsolável que se recolhe em Bruges após a morte da esposa. A rotina melancólica é desestabilizada quando ele acredita ter reconhecido a mulher perdida no rosto de uma bailarina. A fronteira entre memór ia, desejo e obsessão começa a se dissolver, conduzindo a narrativa a um desfecho inevitavelmente trágico. Publicado originalmente em 1892, o romance inaugura uma concepção moderna da paisagem como força dramática, em que a cidade deixa de servir ape nas de pano de fundo para se tornar agente ativo da narrativa. Combinando prosa, poesia e artes visuais numa obra de extraordinária unidade estética, Bruges-a-Morta permanece como referência para narrativas como a ópera Die tote Stadt [A cidade morta ], de Erich Wolfgang Korngold, que exploram o tema do duplo, da obsessão amorosa e da impossibilidade de reviver o passado. O livro chega ao Brasil pela Ercolano em edição que preserva as fotografias da cidade selecionadas pelo próprio autor.
| Código: |
9786585960656 |
| EAN: |
9786585960656 |
| Peso (kg): |
0,000 |
| Altura (cm): |
19,00 |
| Largura (cm): |
13,00 |
| Espessura (cm): |
1,80 |
| Especificação |
| Autor |
Georges Rodenbach |
| Editora |
EDITORA ERCOLANO |
| Ano Edição |
2026 |
| Número Edição |
1 |