Em um reino onde a corrupção se instalou em cada ofício, tribunal e repartição, um padre jesuíta de língua afiada decidiu pôr tudo no papel — e entregou o manuscrito ao próprio rei. Escrito em tom satírico, o texto constrói uma falsa “arte” do roubo para denunciar vícios sociais, corrupção política, abusos de poder e hipocrisias morais. Com ironia refinada e linguagem vibrante, o autor descreve as múltiplas formas de furtar — não com as mãos, mas por meio de cargos, privilégios, negócios e artif ícios retóricos. O resultado é um retrato crítico da sociedade portuguesa que, surpreendentemente, ecoa em diferentes épocas. A obra custou ao seu autor o exílio de Lisboa. Atribuída durante séculos ao pregador Padre Antônio Vieira, a obra é hoje rec onhecida pela crítica como trabalho do Padre Manuel da Costa (1601–1667), jesuíta alentejano cujo perfil intelectual e trajetória biográfica coincidem com precisão notável com o texto. Um documento descoberto no arquivo central da Companhia de Jesus em Roma, datado de cerca de 1660, nomeia-o expressamente como autor. Mais de trezentos anos depois, a sátira permanece atual. Porque a arte de furtar, como Costa bem sabia, nunca saiu de moda.
| Código: |
9786583952738 |
| EAN: |
9786583952738 |
| Peso (kg): |
0,000 |
| Altura (cm): |
23,00 |
| Largura (cm): |
16,00 |
| Espessura (cm): |
1,80 |
| Especificação |
| Autor |
Manuel Da Costa |
| Editora |
EDICOES LIVRE |
| Ano Edição |
2026 |
| Número Edição |
1 |