“Nem europeus, nem africanos, nem asiáticos, nós nos proclamamos crioulos. Isso será para nós uma atitude interior, ou melhor: uma vigilância, ou melhor ainda, uma espécie de invólucro mental no interior do qual se construirá nosso mundo, em plena co nsciência do mundo.” Proferido como conferência no Festival Caribenho de Seine-Saint-Denis em 1988 por Jean Bernabé, Patrick Chamoiseau e Raphaël Confiant, e publicado na França no ano seguinte, o Elogio da crioulidade logo foi mundialmente reconheci do como o manifesto fundador de um audacioso projeto literário. Sucedendo-se ao movimento da Negritude — centrado nas figuras de Aimé Césaire e Léopold Senghor — e celebrando o pensamento de Édouard Glissant, o Elogio da crioulidade proclama uma iden tidade caribenha mestiça em suas próprias fundações. Sua proposta estética anuncia as bases do que viria a ser uma literatura antilhana, escrita em língua crioula, mas sem abrir mão da língua francesa, celebrando assim a diversidade e o potencial cri ativo do universo caribenho. Em prefácio inédito à edição brasileira, que elabora a passagem da crioulidade à Relação, Chamoiseau atualiza e reflete sobre o papel desse texto-manifesto com o recuo do tempo: “Os manifestos costumam falar em voz alta. Hoje, precisam aprender a ouvir as vozes que eles não souberam acolher”. Fica o convite para que o Elogio da crioulidade seja lido à luz do nosso tempo, como lugar de encontro entre as experiências crioulas no Caribe e as especificidades do pensament o brasileiro. Prefácio à edição brasileira de Patrick Chamoiseau Entrevista com Raphaël Confiant por Vanessa Massoni da Rocha
| Código: |
9786555252873 |
| EAN: |
9786555252873 |
| Peso (kg): |
0,000 |
| Altura (cm): |
21,00 |
| Largura (cm): |
14,00 |
| Espessura (cm): |
1,00 |
| Especificação |
| Autor |
Patrick; Confiant, Raphaël |
| Editora |
EDITORA 34 |
| Ano Edição |
2026 |
| Número Edição |
1 |