''A infância, enquanto encarnação da própria filosofia, faz desta última uma arte de caçar borboletas.'' A frase é uma homenagem de Cláudia Castro a Walter Benjamin, às ''ardorosas caçadas'' do menino em Berlim. O menino corre atrás da borboleta, enc antado. Ela, frágil e doce, foge com rapidez da morte inevitável. A borboleta sabe que vai morrer e, mesmo assim, não se deixa caçar. Mais sabe a iminência da morte, mais livre voa de flor em flor, sem nelas sequer pousar, para evitar o ponto fixo em que possa ser caçada. Mais o menino sabe que não conseguirá pegar a borboleta, mais vive sua vida na busca, mais se torna a própria busca. As personagens pouco contam. Na verdade, a frase de Cláudia é um presente para uma infância impessoal, sem ida de, biografia ou pátria. O menino e a borboleta são figuras de uma experiência vital, de um mundo, de uma vida livre impessoal. A frase é também uma oferenda para a filosofia, porque bem entendida, ela é justamente isto: a arte de um encontro tão imp ossível quanto irresistível que, quando se torna corpo, chamamos infância.
Código: |
9788575265109 |
EAN: |
9788575265109 |
Peso (kg): |
0,000 |
Altura (cm): |
23,00 |
Largura (cm): |
16,00 |
Espessura (cm): |
1,20 |
Especificação |
Autor |
Kohan, Walter |
Editora |
AUTENTICA |
Ano Edição |
2010 |
Número Edição |
1 |