Santo Dias - Quando O Passado Se Transforma Em História

  • Disponibilidade: Fora de Catálogo
  • R$73,00



“Santo, a luta vai continuar.  Os teus sonhos vão ressuscitar.  Operários se unem pra lutar.  Por teus filhos, vai continuar”. Os versos do gaúcho Luís Augusto Passos não poderiam ­ cair fora da reedição deste livro. Já se passaram 40 ano s do martírio do líder operário colhido por uma bala assassina disparada de altos escalões do regime ditatorial que se enfraquecia em 1979. Dois meses antes entrava em vigor a lei de Anistia que os ditadores forjaram para absolver seus próprios crime s. Greves se espraiavam por todo o Brasil. Novos partidos nasciam e a liberdade sindical se impunha de baixo para cima. O povo exigia o pleno exercício do voto, consumado apenas em 1989, no alvorecer da Constituição que Ulysses Guimarães [1916-1992] batizou cidadã. Outros líderes populares foram assassinados no mesmo período em condições semelhantes. Por que, então, Santo Dias se tornou um símbolo tão poderoso? Este livro, arrancado do luto e da dor de sua ­ filha Luciana, braços dados com a jor nalista Jô Azevedo e a grande fotógrafa Nair Benedicto, ambas militantes, responde à pergunta. Trata-se da densidade humana de Santo Dias, sua história de camponês e metalúrgico, pai e marido, organizador e negociador, fervoroso militante católico de sde muito cedo, engajado nas Comunidades de Base que tiveram em Dom Paulo Evaristo Arns o grande inspirador. A força convocatória que envolve hoje o nome Santo Dias teve início nas primeiras horas da tragédia. Ana Maria se agarra ao corpo do marido e enfrenta sozinha a estupidez de delegados e policiais até o momento em que Dom Paulo invade o IML chocando a todos com o gesto apostólico de colocar o dedo na perfuração da bala e acusar: olha o que vocês fizeram. Merecem registro também nessa resis tência o padre Luís Giuliani, sacerdote da Vila Remo onde Santo atuava, e o advogado dos Direitos Humanos Luiz Eduardo Greenhalgh. Horas depois, a multidão bradava sem medo “Abaixo a Ditadura!”, entre a Consolação e a Sé. O corpo do operário morto fo i a bandeira empunhada na manifestação gigante. Fotos registram o metalúrgico Lula, perto do padre Luís, numa corrente em que ninguém soltava a mão de ninguém. Figuras como Santo Dias e Dom Paulo fazem falta nos dias de hoje. Mas seguem muito vivos. Acaba de ser construída uma nova Comissão Arns de Direitos Humanos, tecida com pluralismo para fazer frente à revogação das conquistas civilizatórias somadas desde 1988. A Comissão Arns nasce para reagir ao clima de ódio que levou ao poder um preside

Código: 9788577433698
EAN: 9788577433698
Peso (kg): 1,000
Altura (cm): 16,00
Largura (cm): 23,00
Espessura (cm): 3,00
Especificação
Autor Jô;benedicto, Nair
Editora EXPRESSAO POPULAR
Número Edição 2

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