A morte da natureza: mulheres, ecologia e a revolução científica apresenta uma pesquisa filosófica num amplo arco histórico para reconstituir as imagens da natureza, que abundam na filosofia pré-socrática, em Aristóteles e na filosofia neoplatônica, na Idade Média, no Renascimento e na Modernidade. Poetas da Antiguidade grega fazem referência à natureza como uma grande mãe generosa a quem os homens deveriam devoção, assim como a natureza sacralizada que aparece na literatura e na poesia do pe ríodo renascentista. Analogias surgiam aproximando a prata de raízes, o orgânico e o inorgânico se misturavam como se tudo pudesse ser explicado pela gênese transformadora e mutante da natureza e pela transmutação dos elementos. O paradigma medieval do organicismo que orientava a alquimia colocava a natureza e os humanos dentro de uma relação necessária, assim como a literatura da utopia ecológica da Cidade do Sol (1623) e de Cristianópolis (1619), ao apresentarem ideais de comunidades integrada s entre humanos e natureza, utilizando da metáfora orgânica para pensar a sociedade. Contudo, o modelo ecológico/organicista da Idade Média deu lugar ao modelo mecanicista da filosofia moderna. Mais que isso, o mecanicismo rechaçava o modelo organici sta em nome da ciência, da lógica e da filosofia, que, como quis Descartes, deveria se constituir como ciência primeira. Este livro relaciona, ao mesmo tempo, a exploração ambiental ao triunfo epistemológico do mecanicismo, e as qualidades da natu reza que justificaram sua exploração à diferenciação ontológica das mulheres que fundamenta a desigualdade de gênero. Trechos do Prefácio, por Maria Fernanda Novo
| Código: |
9786558911791 |
| EAN: |
9786558911791 |
| Peso (kg): |
0,000 |
| Altura (cm): |
21,00 |
| Largura (cm): |
17,00 |
| Espessura (cm): |
3,00 |
| Especificação |
| Autor |
Merchant, Carolyn |
| Editora |
EXPRESSAO POPULAR |
| Ano Edição |
2025 |
| Número Edição |
1 |